Escolas novas, Vida nova

Bem, como eu disse no post de férias (uns 2 ou 3 aí pra baixo), eu mudei de escolas. Já comecei há cerca de 1 mês, e estou ótima. Feliz da vida comigo mesma e com meu trabalho. Mas não por causa da mudança do trabalho, mas da mudança em mim mesma.

Consegui uma turma de 4º ano no Rio, não gosto (não gostava) de trabalhar com criança grande, mas gente, estou mega feliz com a turma. É outra clientela, outro ambiente, sei lá, estou satisfeitíssima. Sinto que vou lá só pra ser professora mesmo (e não mãe, leão de chácara, médica, psicóloga e afins). Colegas? me receberam bem. Sinto falta de alguns colegas da outra escola... mas estou feliz.

Lá em Caxias, conheci e me dei super bem com a colega que vai trabalhar mais diretamente comigo, a gente "fechou" legal. Não tive 100% de aceitação e apoio de outros setores, mas eu estou feliz. Sinto que tenho um grande trabalho a realizar lá ainda. Não sei se vou ficar lá 1 ano, 3 ou 10. Mas esse ano eu estou lá, e feliz. Sinto demais a falta das minhas amigas que trabaharam comigo na escola anterior... mas estamos todas bem, agora.

Feliz, feliz... por que estou repetindo esta palavra? Há quanto tempo eu não me sentia feliz no trabalho? Não, ex colegas de trabalho, não precisam se sentirem ofendidos. O problema não eram os trabalhos (só). O problema era eu, que tomava tudo como pessoal, e que sofriiiia demais por causa de qualquer coisa. Me jogava nas conversas, me abria, ouvia e falava demais. Me estressava demais, e nem sobrava paciência pro meu filho, coitadinho dele... estou aprendendo a trabalhar, depois de mais de 10 anos de carreira.

Esse ano eu resolvi ser macho. Nada de mulherzinha. Mulherzinha faz fofoca, chora, passa mal, come desesperadamente de ansiedade. Ouve confidências de pessoas que não são nem tão íntimas e, por isso, se sente confortável a fazer confidências a pessoas erradas. Mulherzinha até quer ficar doente pra não ter que ir trabalhar. Macho não. Macho fala pouco, não tem paciência pra ouvir balela, não chora. Tem colegas de trabalho, até faz amizade com alguns, mas poucos. Se diverte, dá risada e torce pra dar a hora de ir embora. Passa pelo portão de casa e deixa tudo lá fora. Dorme tranquilamente e não sonha com trabalho.

Macho percebe que pessoas têm interesses diferentes, e que isso não precisa ser uma coisa ruim sempre. Percebe que chefe é chefe, e que ele é totalmente diferente de você. Que você não precisa ser melhor amigo dele, nem tampouco odiá-lo. Apenas respeitá-lo. E macho exige respeito, e principalmente autorrespeito. Macho não tem medo de responder a verdade na lata (com respeito), e não quer ser aceito, apenas fazer seu trabalho, mesmo que isso não agrade a todos. É isso aí. Virei macho dentro do trabalho (só lá, aqui em casa eu volto a ser mulherzinha rsrs).

Bem, isso tudo está sendo uma mudança gradual, de dentro pra fora. E agradeço ao Senhor por me inspirar todos os dias a ser melhor. Melhor no trabalho, melhor comigo mesma, melhor na minha família. Desculpem estar tanto tempo sem postar, estava com preguiça mesmo. Um beijo a todos!

Comentários

Roberta Avoglio disse…
Amiga, fico muito feliz pela sua felicidade!!!
Engraçado, me sinto de uma maneira muito parecida!
Estou feliz com a vida!!!
Hoje vejo que estava em um processo adoecido com o trabalho. Agora, vou lá, faço o que tem que ser feito e volto para casa satisfeita!!!
Relaxei no Rio e aceitei minha condição de readaptada. Ela é passageira e é melhor esperar essa passagem sem reclamar; então relaxei!
Em Caxias penso que deveria ter saido antes. Eu estou feliz com o trabalho!!! Nunca pensei que fosse possível!!! Muito disso tem relação com a direção que é muito organizada e isso faz toda a diferença para o trabalho, mas o que conta sobretudo é a mudança de postura, com atitudes como as suas. Além da Talita estar lá e me ajudar com toda essa mudança.
Sinto muito sua falta e também da Aline Bahia. Equipe afinada assim é difícil... Mas não vou reclamar... o amor que eu tenho por vcs é intocável, mesmo que não trabalhemos juntas.
Zilhões de bjins no coração

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