Eu sou mãe, e queria que o mundo fosse mãe.

Às vezes é difícil ser mãe, sabe? É uma coisa que eu sempre quis, sonhei, planejei. Mas assumo, confesso que ser mãe não é moleza. Não estou reclamando, mas queria que o mundo fosse mais mãe. Que compreendesse um momento de doença, que soubesse ouvir e fosse sensível quando eu estivesse estressada, que dialogasse, que desse colo. Gostaria de que o amor que flui entre mim e meu filho fluisse em todas as relações. Confiança, carinho, compreensão, lealdade. Por que o mundo não é mãe?

E quando eu digo ser mãe, é ser mãe de verdade, não mimar, mas saber dizer não quando necessário. Falar a verdade, sempre, mesmo que a verdade doa. Não falar mal por trás, não procurar defeito no outro. Falar o necessário com amor, sem fofoca, sem ofensas. Não debochar, não minimizar as dores da outra pessoa. É mostrar os perigos sem superproteger.

Tenho sofrido pelo simples fato de ser mãe. O mundo não é mãe, e não sabe as prioridades e as preocupações que uma mãe tem. Eu gosto de trabalhar (pouco, já disse rsrs), e sei trabalhar. Mas depois que eu tive filho, o trabalho ocupa um lugar muito menor na minha vida. Posso estar num supermegaplus projeto, com uma oportunidade de ouro, mas se meu filho demandar cuidados especiais, deixo tudo pra trás. Sei que isso é chato, que faz a produção cair, mas fazer o quê, é a vida. Se o mundo soubesse aproveitar a sensibilidade e sabedoria que a maternidade traz para a mulher, teria as melhores profissionais do mundo. Mas como o mundo não é mãe, eu também tenho que deixar de ser mãe enquanto trabalho. E me contamino com a não-maternidade do mundo. Triste isso...

Então, enquanto o mundo à minha volta não for mãe, eu vou sendo mãe só pro meu filho. E se for necessário, peço uma licença pra cuidar dele. É como estou agora, ele está com uma "quase pneumonia", termo médico recém criado por mim, hehehe. E estou tirando essa semana pra cuidar dele. É isso aí, se o mundo fosse mãe as coisas seriam bem melhores...

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