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Mostrando postagens com o rótulo pedagogia

Profissão Ingrata

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Ser pedagoga é foda, meu irmão. FO-DA. Você faz uma faculdade difícil e complexa, na qual você não precisa decorar fórmulas e mexer com defuntos pra decorar nome de músculo, mas tem que ler e escrever enlouquecidamente e ser capaz de adivinhar o pensamento do mestre. Mas malandro fala que Pedagogia é a faculdade mais fácil. Vai vendo. Você, dentro da faculdade, se apaixona pela educação pública. Se apaixona pelo processo ensino-aprendizagem e suas complexidades. Decide que é isso o que você quer da vida, mesmo vendo o miserê das escolas que visita no estágio. Sangue jovem, vitalidade fervendo, seu alimento é o sorriso e abraço das crianças pobres. Aí você faz concurso pra pedagoga: orientadora. Eu já sou professora regente, vai ser fácil ter aceitação junto aos professores. Primeira paulada na moleira. Não importa se você passou a noite em claro lendo, comparando textos, destacando possíveis pontos polêmicos para se antecipar às discussões ou se catou de última hora um texto...

A tecnologia é nossa parceira!

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Eu me rendi. Nem resisti. A internet me pegou de jeito e me apaixonou desde o início. Quero dizer, desde o início não que eu me formei sem o Google! Eu me formei em 2004, pela UERJ, em Pedagogia. Naquela época, eu tinha que pegar livros na biblioteca ou comprar textos na xerox para ter acesso ao conteúdo que o professor queria trabalhar. Construí meu TCC trocando ideias com minha parceira (fizemos em dupla), lendo muitos livros e pegando orientação com a professora. Já fazia uso de e-mail e era tudo o que eu usava da internet. Antes da graduação eu, é claro, tinha menos acesso ainda à tecnologia, tanto para trabalhar como para estudar. O mundo era desse jeito. Eu não tinha acesso, não conhecia, não usava e, portanto, eu não sentia falta. Escola era livro didático, folhinha mimeografada e cópia do quadro. Ah, claro, pesquisas feitas em enciclopédias com direito a desenho tirado em papel vegetal (velhaaaaaa) Quando eu fui percebendo que havia tecnologia boa para se utilizar na ...

Educadores à beira de um ataque de nervos.

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Há uns dias atrás um idiota qualquer escreveu um artigo, querendo vender a ideia de que professor ganha muito bem e que tem privilégios demais. Não vou aprofundar nos números, vários colegas já fizeram tabelas comparativas, campanhas de boicote à editora da revista, estou acompanhando e apoiando tudo isso, mas não vou entrar nesses méritos aqui. Vou só contar um pouquinho do que os professores e demais profissionais de educação estão passando hoje em dia. Sou profissional de escola pública há 15 anos. Mas tenho certeza de que meus colegas do ensino privado não estão sofrendo menos do que nós. A cada ano se torna mais difícil ser educador. Temos que lidar com alunos malcriados, agressivos, sem limites. Independente da história de vida deles. A sociedade está produzindo crianças insuportáveis, pobres e ricas. O professor tem que gerenciar a sala de aula, ouvir as mazelas da humanidade, separar brigas, mediar conflitos E ensinar. E ouve pedagogos dizendo que sua aula tem que ser mais d...

Dois pesos, duas medidas

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Quando se fala em educação tem sempre gente dizendo o que é certo ou errado. Sempre tem profissionais pra dar testemunho de sua reputação cristalina nos seus trocentos anos de carreira. Acontece, broder, que aqui embaixo a lei é diferente. A pessoa é pura e sem mancha até a página dois. Nessa hora eu prefiro os professores "vida loka" que se assumem enrolados, desbocados e descontrolados do que aqueles "super comprometidos com seus alunos", mas, na hora do vamos ver, "farinha pouca, meu pirão primeiro". Do que eu estou falando? Tô falando de professores que acham um absurdo suas turmas serem dispensadas quando eles faltam mas jamais abrem mão de um dia sem aluno. Ou de pedagogos/gestores que acham um absurdo o professor faltar sem dar satisfação mas "Deus me livre, dispensa essa turma horrorosa, se a gente ficar com a turma os professores vão ficar mal acostumados". Ou de colegas que fazem greve e, na hora de repor aulas é salve-se que...

Escola e fracasso: quem assume a responsabilidade?

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Trabalho em duas redes municipais vizinhas. A do Rio e a de Caxias. Nesse momento estou trabalhando em situações quase opostas: Uma escola num bairro muito bom da zona norte, Vista Alegre. Só estudam nessa escola os moradores do bairro, não tem comunidades carentes por perto, o bairro é cheio de recursos, opções de lazer, os pais dos alunos têm um poder aquisitivo razoável. A outra no bairro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o bairro onde fica o maior lixão da América Latina. Pobreza extrema, lixo, fracasso, violência. Violência principalmente social. É claro, e eu nem preciso dizer em qual das duas eu me deparo com o fracasso de frente todos os dias. O que será que acontece em Jardim Gramacho e não acontece em Vista Alegre? Qual a diferença entre os cérebros destes alunos? Você pode me dar uma série de fatores: Infraestrutura local, recursos da Rede de ensino, presença e nível de escolaridade dos pais, alimentação, saúde, etc. Eu vou dar apenas um fator: a discriminação. Aqui em...

E começa mais uma semana...

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Eu já tinha visto essa imagem antes, mas minha colega de trabalho, a Carla, me enviou via scrap hoje e eu resolvi compartilhar com vcs! Uma coisa é certa: estes alunos não podem ser reprovados em criatividade! Uma excelente semana a todos - especialmente para os professores que assim como eu terão um megaferiadaço essa semana! Beijão