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Mostrando postagens com o rótulo educação

Educadores à beira de um ataque de nervos.

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Há uns dias atrás um idiota qualquer escreveu um artigo, querendo vender a ideia de que professor ganha muito bem e que tem privilégios demais. Não vou aprofundar nos números, vários colegas já fizeram tabelas comparativas, campanhas de boicote à editora da revista, estou acompanhando e apoiando tudo isso, mas não vou entrar nesses méritos aqui. Vou só contar um pouquinho do que os professores e demais profissionais de educação estão passando hoje em dia. Sou profissional de escola pública há 15 anos. Mas tenho certeza de que meus colegas do ensino privado não estão sofrendo menos do que nós. A cada ano se torna mais difícil ser educador. Temos que lidar com alunos malcriados, agressivos, sem limites. Independente da história de vida deles. A sociedade está produzindo crianças insuportáveis, pobres e ricas. O professor tem que gerenciar a sala de aula, ouvir as mazelas da humanidade, separar brigas, mediar conflitos E ensinar. E ouve pedagogos dizendo que sua aula tem que ser mais d...

Estudar de novo?

Olá, amigos leitores. Neste momento, dei uma pequena pausa nos estudos frenéticos e endoidecidos para alimentar o blog, parado há tanto tempo. É que estou estudando pra prova de seleção no mestrado, que é quarta-feira, daqui a 4 dias. Mas minha mente não funciona por tantas horas seguidas na mesma atividade, então deu vontade de vir aqui escrever. Meu projeto é sobre a influência do orientador pedagógico na atuação dos professores alfabetizadores. Não estou nem perto de saber muito sobre alfabetização, mas é para mim, ao contrário, um tema inquietante. Fala-se muito sobre métodos, tendências, e, é claro, não há uma receita didática que "ensine tudo a todos", como queria Comênio. O que há é muito fracasso, troca de culpabilização e um impasse que aumenta o abismo entre o pobre e a educação. Já falei aqui sobre a responsabilidade pelo fracasso, e essa não é minha intenção atual. Minha intenção é descobrir como eu, uma orientadora pedagógica, posso trabalhar como formadora de um...

Sobre o fim da greve

E agora? devo me envergonhar? Devo baixar a cabeça diante dos que, desde o início, desacreditaram do movimento? Devo desacreditar definitivamente da educação pública? Respondo a mim mesma que não. Sinto vontade de abandonar isso de uma vez. Estudar, fazer concurso e sair da educação. Na verdade, vou tentar sim, mas trabalhando do jeito que tenho que trabalhar (e com o salário praticamente congelado), e tendo filho, não tenho tempo suficiente. Mas enquanto eu estiver nessa carreira ingrata (pra não usar palavras ruins), vou lutar com as minhas armas. Não tenho do que me envergonhar. Sempre trabalhei honestamente, sempre fui coerente. Esse ano foi a primeira vez que fiz greve. Será a última? não sei, tenho um ano pra pensar. Fiz greve porque faço parte dessa categoria e acredito que, mesmo não concordando com algumas coisas, tenho que lutar junto. E se entrei, fui até o final. Assumi o risco de ter metade do meu salário cortado, mesmo endividada até o pescoço. E vi milhares de colegas fa...

Educação de Caxias em greve.

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Sou professora orientadora na rede municipal de Duque de Caxias, e estou em greve também. Hoje houve mais uma assembleia, na qual decidimos manter a greve. Por quê? Porque a Prefeitura não tem nada de concreto a nos dizer sobre nossas reivindicações. Em reunião de negociação com representantes da categoria, não houve avanço. O reajuste que nos oferece é de 5%, abaixo da inflação. Não tem respostas sólidas sobre obras de reformas nos prédios que caem aos pedaços, não há previsão para o concurso público, que é urgentíssimo, pois ainda há turmas em maio sem professores regentes. Insiste em dizer que a falta de materiais nas escolas está resolvido, mas nós que lá estamos sabemos que não. Outro problema que sempre está em pauta é a falta de eleição direta para direção escolar, o que representa uma grande vergonha para nossa rede, pois com as indicações políticas, você pode imaginar os absurdos que acontecem. Os diretores têm que "rezar na cartilha" da prefeitura e do seu padrinho ...

Blogagem coletiva pela educação.

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Quem está cansado das políticas públicas para a Educação no Brasil, levanta a mão! Convoco a todos para participar desta blogagem coletiva! Você está gostando da educação pública no Brasil? mesmo se seu filho não estuda ou você não trabalha nela, é afetado pela sua (falta de) qualidade. E não posso deixar de começar pelo vídeo mais comentado do momento, o desabafo da professora Amanda, do Rio Grande do Norte, que é, em resumo, um desabafo de todos nós. A rede Municipal de Duque de Caxias está em greve há mais de uma semana, não por questões salariais apenas, mas por condições dignas de trabalho e respeito aos nossos alunos. Estou fazendo greve, pela primeira vez, confesso, mas não quero que seja "só mais uma greve anual caxiense". Quero que este país de uma vez por todas passe a dar a devida importância para sua educação e não coloque nas nossas costas (já pesadas) de educadores o fardo de consertar o Brasil. Quem está comigo?

Contra a homofobia e pela coerência

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José Ricardo, meu filho, se vc quer ser chamado de Bianca na chamada pede pra sua mãe te matricular com o nome que vc gosta. E não, você não deve usar o banheiro feminino porque é biologicamente homem. Quanto a ser agredido, isso você não pode aceitar. Aquele menino mostrando soquinhos pra você é um babaca. E quem agride alguém por ser o que quer que seja, deve ser punido. Você deveria ir à delegacia prestar queixa de ameaça. E pedir ajuda aos amigos e professores da escola, para não ser xingado nem agredido. Contra a homofobia, a favor da coerência. E tenho dito.