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Mostrando postagens de setembro, 2010

Um comentário que virou post

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Então, né, gente, na minha postagem sobre memória emocional x memória digital, minha irmã mais vivida postou um mega comentário, que eu adorei e agora fiz virar post. Abre aspas: "Acho que o título desta sua postagem deveria ser "Quando nós queremos que a memória digital se sobreponha à emocional". Digo isso hoje depois de quase enlouquecer tentando resgatar as minhas memórias digitais. Consegui. Algumas... Porque tentamos desesperadamente resgatar algo que "plim" simplesmente pode sumir, se temos algo que é incorruptível que são nossas lembranças e nossos sentimentos. Acredito que fazemos tanta questão desta recuperação para mostrarmos para outras pessoas a intensidade da nossa felicidade ou "olha como meu filho é lindo" ou "você viu meu filho hoje?" Lembra? rss Quando nós éramos crianças não tínhamos nada desta tecnologia de hoje e temos as melhores memórias das nossas vidas. Melhores até que algumas criaças nascidas após o advento da inte...

Eu sou mãe, e queria que o mundo fosse mãe.

Às vezes é difícil ser mãe, sabe? É uma coisa que eu sempre quis, sonhei, planejei. Mas assumo, confesso que ser mãe não é moleza. Não estou reclamando, mas queria que o mundo fosse mais mãe. Que compreendesse um momento de doença, que soubesse ouvir e fosse sensível quando eu estivesse estressada, que dialogasse, que desse colo. Gostaria de que o amor que flui entre mim e meu filho fluisse em todas as relações. Confiança, carinho, compreensão, lealdade. Por que o mundo não é mãe? E quando eu digo ser mãe, é ser mãe de verdade, não mimar, mas saber dizer não quando necessário. Falar a verdade, sempre, mesmo que a verdade doa. Não falar mal por trás, não procurar defeito no outro. Falar o necessário com amor, sem fofoca, sem ofensas. Não debochar, não minimizar as dores da outra pessoa. É mostrar os perigos sem superproteger. Tenho sofrido pelo simples fato de ser mãe. O mundo não é mãe, e não sabe as prioridades e as preocupações que uma mãe tem. Eu gosto de trabalhar (pouco, já disse ...

Quando a memória digital quer se sobrepor à emocional

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Nossa, parece enredo de escola de samba, esse título. Ficou grande, mas foi a forma mais resumida de dizer o que eu quero hoje. Muitas vezes eu me pego com raiva de mim porque não tirei quase nenhuma foto de barriga, porque não filmei Mateus na uti, nem quando chegou em casa, porque não fiz um depoimento gravado nesses momentos, e tal. Acontece que eu não tinha tanta tecnnologia assim há 4 anos atrás, tinha uma câmera vagabunda que nem filmava com áudio. E também não tinha tanto acesso a internet, pra querer postar vídeo e fotos. Olha aí, estou ficando com raiva de novo... Faço uma força danada pra lembrar e não deixar sumir da mente as míseras 28 semanas que tive Mateus na barriga, exceto as partes de perrengue, que ocuparam a maior parte. Fecho os olhos e fico tentando sentir a delícia de um filho mexendo, os planos, o carinho das outras pessoas... a alegria do positivo, as ultrassonografias... a parte boa, né, porque também teve parte boa, mas o que fica marcado é a dor, não sei por...