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Quero minhas miniférias!!!

Estou louca por esses míseros 5 dias em casa, para curtir meu filho, para fazer nada, para passear, enfim, para não trabalhar! Estamos chegando ao fim do 1º semestre letivo, e não tem sido nada, nada fácil. Nunca é fácil, não é mesmo? A vida tem estado tranquila, todos com saúde, graças a Deus! Mateus tem resistido bravamente a esse frio, e nesses últimos dias, sem uma gotinha de coriza!!! É o meu heroi que está ficando mais forte e resistente. Eu estou

Fuga do silêncio

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Estou na recepção de um hospital aguardando uma consulta. Vim ouvindo música, depois comecei a procurar outros vídeos pra ver, caí na tentação de abrir o Instagram mas olhei só uns 2 direct e saí 🙏🏽.  Me deu vontade de ligar pra alguém, me deu vontade de chamar alguém e dizer "ei, fica aqui comigo, eu não estou bem". E daí me dei conta que tem momentos em que eu preciso ter coragem de ouvir meu silêncio interior. Se eu começar a bater papo ou entrar em outro vídeo, não vou lidar com meu silêncio. Não vou lidar com meu medo. Não vou começar a projetar cenários na minha cabeça. Não vou começar a conversar comigo mesma e tentar me entender. E daí abri o blogger e comecei a escrever.  Eu achava que minha própria companhia era a melhor do mundo. Eu digo que amo estar sozinha. Só que eu nunca me permito ficar verdadeiramente comigo mesma. Eu sempre estou com os olhos e ouvidos fora de mim. Gosto de ficar sozinha uma ova. Eu só não quero dar atenção pra ninguém - principalmente pa...

Vários Nada

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Eu andei pensando na dificuldade de aceitar o ócio, numa sociedade que hipervaloriza a produtividade. Sempre já o pensamento "ei, você deveria estar fazendo alguma coisa útil. E a necessidade de desconexão, tão falada hoje em dia, acaba virando mais uma ferramenta para que você possa produzir mais.  Sim, eu gostaria de produzir mais, e não falo nem de produzir capital nem acumular riquezas, mas produzir no sentido de cuidar mais da saúde, da casa, dos meus... E sim, eu passo tempo demais com o celular na mão, o que me impede de fazer qualquer coisa além do mínimo obrigatório, como trabalhar e manter a casa de pé, sem ser interditada pela Anvisa.  Mas daí tem uma coisa que a gente não pensa direito, que é a necessidade de não fazer nada. Necessidade de descansar o corpo e a mente. E aí depois de matar um leão e um burro por dia, a gente só se joga no sofá e pega o celular, pensando: fodace, eu trabalho pra caramba, vou pegar meu celular aqui pra descansar a cabeça. ...

Paixão pela profissão

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Vira e mexe a gente lê num desses posts motivacionais "Faça o que você ama e nunca mais terá que trabalhar". Noooossa o pensamento vai longe quanto eu leio isso. Dá uma frustração porque poxa vida, eu não queria "trabalhar", eu queria ser apaixonada pela minha profissão pra não ficar chateada nas segundas-feiras. Aí a autoajuda de facebook não dá trégua e manda mais um tabefe na cara: Fulano largou a profissão aos 45 anos para viver de sua paixão. Opa, pera. E quando você já tem a profissão que queria? Veja bem, estou falando a profissão que queria, não do trabalho dos sonhos. Sabe, a maioria das pessoas normais que eu conheço cresceu, fez ensino médio e já começou a pensar no que queria fazer. Algumas conseguiram, outras não. Comigo foi assim: Hum, professora é legal, gosto das minhas professoras. Tá aí, é isso o que eu quero. Não foi assim aquele sonho, aquilo de pensar nisso o tempo todo, de brincar de escolinha o tempo todo, de sonhar com o dia em que es...

Profissão Ingrata

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Ser pedagoga é foda, meu irmão. FO-DA. Você faz uma faculdade difícil e complexa, na qual você não precisa decorar fórmulas e mexer com defuntos pra decorar nome de músculo, mas tem que ler e escrever enlouquecidamente e ser capaz de adivinhar o pensamento do mestre. Mas malandro fala que Pedagogia é a faculdade mais fácil. Vai vendo. Você, dentro da faculdade, se apaixona pela educação pública. Se apaixona pelo processo ensino-aprendizagem e suas complexidades. Decide que é isso o que você quer da vida, mesmo vendo o miserê das escolas que visita no estágio. Sangue jovem, vitalidade fervendo, seu alimento é o sorriso e abraço das crianças pobres. Aí você faz concurso pra pedagoga: orientadora. Eu já sou professora regente, vai ser fácil ter aceitação junto aos professores. Primeira paulada na moleira. Não importa se você passou a noite em claro lendo, comparando textos, destacando possíveis pontos polêmicos para se antecipar às discussões ou se catou de última hora um texto...

A tecnologia é nossa parceira!

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Eu me rendi. Nem resisti. A internet me pegou de jeito e me apaixonou desde o início. Quero dizer, desde o início não que eu me formei sem o Google! Eu me formei em 2004, pela UERJ, em Pedagogia. Naquela época, eu tinha que pegar livros na biblioteca ou comprar textos na xerox para ter acesso ao conteúdo que o professor queria trabalhar. Construí meu TCC trocando ideias com minha parceira (fizemos em dupla), lendo muitos livros e pegando orientação com a professora. Já fazia uso de e-mail e era tudo o que eu usava da internet. Antes da graduação eu, é claro, tinha menos acesso ainda à tecnologia, tanto para trabalhar como para estudar. O mundo era desse jeito. Eu não tinha acesso, não conhecia, não usava e, portanto, eu não sentia falta. Escola era livro didático, folhinha mimeografada e cópia do quadro. Ah, claro, pesquisas feitas em enciclopédias com direito a desenho tirado em papel vegetal (velhaaaaaa) Quando eu fui percebendo que havia tecnologia boa para se utilizar na ...

A inclusão escolar: Um sonho ainda distante.

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Quando eu trabalhava em escola particular não havia inclusão . Uma vez apareceu um aluno que parecia ser deficiente mental. Ele mal falava e parecia que a idade mental era de 2 anos, quando ele tinha 5. Várias eram as reclamações dos demais pais, e quando as professoras (que logicamente não tinham informação suficiente) tentavam explicar que o menino tinha alguma deficiência, eram repreendidas pela direção. "tem que ter cuidado pra falar", diziam, mas não diziam como lidar com a criança. Ele ficava lá, não participava muito das coisas. Até que um dia perceberam que o garoto sabia ler TU-DO! Qualquer coisa. Mandavam ler, lia. Com fluência. Não esqueço a marca da televisão que tinha lá: Kirey. E, nessa época, o K, W e Y nem faziam parte do alfabeto da Língua Portuguesa. Ficamos maravilhadas, e pedimos que a escola o adiantasse um ano. A diretora disse que não o faria porque ele só lia letra bastão, e não letra cursiva. A mãe o tirou da escola, depois não tive mais notícia sob...